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Profissões que crescem: Químico de cosméticos

7 de jan de 2011

Profissões em alta químico de cosméticos

Bastante promissor, o mercado de cosméticos brasileiro já é considerado o terceiro maior do mundo em relação ao consumo. Segundo a Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumaria) o faturamento de 2007 ficou em torno de R$ 20 bilhões.

 

Quem aposta em uma carreira no segmento não se arrepende, principalmente na área química. Lilian Ribeiro é um delas. Já elaborou produtos para a empresa Nazca e atualmente esta na coordenação da empresa Botânica Cosméticos, especializada em produtos capilares para uso profissional.

 

Antes de criar um produto, a farmacêutica e química observa quais são as necessidades do segmento e o que falta no mercado. “Muitas vezes os próprios distribuidores de matérias-prima já nos indicam algumas tendências”, revela.

 

No caso das tinturas, a química se preocupa principalmente em uma composição eficaz para disfarçar os cabelos brancos. Ao mesmo tempo utiliza substâncias para os cabelos não ficarem danificados ou ressecados. “As tinturas abrem muito a cutícula dos cabelos, por isso prefiro matérias-primas naturais respeitando os princípios ativos, que já é uma política da empresa”, explica.

 

Na linha Fantasy, por exemplo, biopolímeros marinhos e proteína hidrolisada do arroz protegem os fios. Em relação à amônia, Lilian ressalta os produtos devem ser feitos com apenas 1% da substância.

 

Os produtos da No Frizz - para fiozinhos arrepiados - também foram elaborados recentemente na pequena fábrica. Neste caso, Lilian usou manteigas (karité, cupuaçu, cacau) e óleos vegetais em shampoos, condicionadores e máscaras. A intenção é nutrir e proteger os cabelos na hora da escova ou prancha.

 

As duas linhas foram produzidas durante seis meses, período que inclui escolha das embalagens e testes em modelos reais. Conforme a análise, ela avalia itens como penteabilidade com os cabelos molhados e secos, umidade, maciez, entre outros fatores, e chega ao resultado final.

 

A coordenadora não participa apenas das pesquisas com os cosméticos. Também fica atenta ao controle de qualidade, que envolve tratamento de resíduos industriais a fim de evitar danos ao meio ambiente. “Quando eles estão prontos, é verificado o PH entre outros fatores, chamamos essa fase de quarentena. Além disso cuidamos da parte burocrática, ou seja, a documentação exigida pela Vigilância Sanitária”, completa.

 

Assim como em várias áreas, o profissional químico também deve ser versátil. “No nosso caso, não estamos apenas envolvidos com desenvolvimento e pesquisa, mas também com a comercialização do produto, da definição da embalagem até a venda”, finaliza.

 

Fonte: Juliana Lopes do Via Mulher

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1 comentários

  1. Perfect! Eu faço Química Industrial pra criar cosméticos +sustentáveis. AMEI o post.

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